Produtores, gestores e lideranças do agro paulista participaram no último dia 6 de fevereiro, no Parque da Uva, em Jundiaí, da primeira reunião de 2026 da Câmara Setorial da Viticultura do Estado de São Paulo. No encontro foram discutidos temas relacionados à cadeia produtiva do setor, como estratégias para fortalecer e qualificar o enoturismo e outros desafios para a produção e a comercialização de uvas, vinhos e derivados.

A Câmara Setorial, órgão ligado à Secretaria Estadual da Agricultura, busca fomentar o desenvolvimento tecnológico e a qualidade da vitivinicultura em solo paulista. A Câmara é presidida pela produtora Célia Pinotti Carbonari, da Vinícola Villa Santa Maria, de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. A Villa produz os premiados Vinhos Brandina.

Entre autoridades e convidados que estiveram no evento, destaque para a secretária de Agronegócio, Abastecimento e Turismo de Jundiaí, Marcela Moro e o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin), Claudio Góes.

“A cada ano, temos de nos preparar para os desafios do nosso setor. Temos uma cadeia produtiva cada vez mais organizada e estruturada, mas barreiras e obstáculos fazem parte da realidade dos produtores”, comentou Célia Carbonari.

Ela aproveitou para enaltecer o papel importante que as câmaras setoriais e temáticas do agro paulista desempenham. “São instâncias de apoio para assessorar quem produz. Mas também fóruns que congregam setor público e iniciativa privada com o objetivo de formular projetos e estratégias para fortalecer a viticultura paulista”, observou.

 

Jundiaí é um dos maiores produtores de uva de mesa do Brasil – Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

 

Panorama

A força da viticultura no estado de São Paulo é evidente. A uva e o vinho produzido por produtores, parte deles de vinícolas familiares e em expansão, têm ganhado cada vez mais protagonismo e notoriedade.

 

Neste contexto, o setor tem sido um dos pilares do agronegócio, uma das estrelas da economia brasileira.

 

São Paulo vive um de seus melhores momentos no setor vitivinícola. São quase 300 vinícolas cadastradas e uma produção que alavanca o comércio e toda uma rede de serviço em suas regiões. Hotelaria, gastronomia e turismo rural se somam a esse combo econômico e de desenvolvimento.

Carga tributária

A reunião da Câmara Setorial, aliás, aconteceu em lugar estratégico: Jundiaí (SP), uma das regiões com histórico de produção vinícola e sede da 41ª Festa da Uva.

Na pauta da reunião, itens importantes no cenário nacional também foram abordados, como o panorama do setor vitivinícola no Brasil diante da Reforma Tributária e o recente acordo bilateral selado entre o Mercosul e a União Europeia.

Em relação à alta carga tributária que incide sobre o vinho, os participantes do encontro manifestaram preocupação com a chegada do Imposto Seletivo, que pode elevar os tributos do vinho para mais de 55% do preço final.

O encontro debateu ainda assuntos relacionados ao mercado e à competitividade dos vinhos produzidos no estado paulista.

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