Célia Pinotti Carbonari é natural de Campos do Jordão e uma entusiasta do vinho. Atualmente ocupa a função de sócia e administradora da Vinícola Villa Santa Maria, um empreendimento enogastronômico localizado na Estância Climática de São Bento do Sapucaí, na Mantiqueira paulista, divisa com Minas Gerais.
Arquiteta de formação, Célia usou suas referências conceituais e estéticas para liderar o projeto arquitetônico e funcional da Villa Santa Maria, espaço que recebe milhares de turistas todos os meses.
Seu envolvimento com setor a levou a ocupar múltiplas funções e a ser escolhida como personalidade feminina do vinho e uma das lideranças femininas mais admiradas do agro no Brasil.
Além de administradora da Villa, Célia é presidente da Câmara Setorial de Viticultura, Vinho e Derivados de São Paulo e secretária-executiva da Enoturismo Brasil.
No papel de líder, conduz projetos e ações que visam a valorização da vitivinicultura e o enfrentamentos dos desafios e gargalos do setor.
Célia entrou no mundo do vinho por acaso. A ideia original era ter uma propriedade no encantador Vale do Baú, perto de Campos do Jordão, sua cidade natal, apenas para descanso e lazer em família.
O terroir da região, a origem italiana da família e os amigos que foram conquistando no mundo do vinho fizeram Célia e seu marido a ter a ideia de plantar uva e produzir vinho. O tino empreendedor começou a falar mais alto.

A Vó Brandina
A inspiração para o início dessa história vinha, até então, da matriarca da família, a vó Brandina, nome que, inclusive, viria depois a batizar os rótulos produzidos a partir dos parreirais da Villa. Os Vinhos de Inverno Brandina, produzidos pela Vinícola Villa Santa Maria, aliás, são reconhecidos nacional e internacionalmente por sua qualidade de excelência, obtendo mais de 40 medalhas e menções dentro e fora do Brasil.
Como todo projeto, o início foi desafiador. Era preciso aprimorar o plantio, testar os vinhos produzidos e profissionalizar a operação.
A Villa, então, passou a contar com a orientação do principal pesquisador de Vinhos de Inverno no Brasil, o agrônomo Murillo de Albuquerque Regina, considerado o pai da dupla poda, técnica que reorienta o desenvolvimento das uvas para que elas sejam colhidas no Inverno, nos meses mais frios e secos, ideais para os vinhedos de altitude da Mantiqueira.
Com orientação e informação de qualidade, a Villa foi somando na sua rede de apoio outros profissionais de grande reputação, como a enóloga Isabela Peregrino. Além disso, a vinícola investiu em qualificação de seu time de campo e de atendimento e associou-se à Associação Nacional dos Produtores de Vinho de Inverno (Anprovin).
Depois de colhidas, as uvas são processadas no Sul de Minas Gerais, ou seja, o processo de vinificação e envase ocorre na Vitacea Enológica, empresa especializada e maior prestadora de serviço do Brasil neste setor.

Dois dos vinhos do portfólio Brandina
Com todo esse aparato e esforço, Célia tem um sentimento de extrema satisfação por ter vivenciado um aprendizado incrível no mundo do vinho, experiência que está em constante transformação e evolução.
Fazer parte da Rota dos Vinhos de São Paulo é um orgulho para Célia, além de motivo de grande responsabilidade por representar a Villa Santa Maria num projeto tão significativo para o desenvolvimento econômico e turístico do estado paulista.

Para quem está começando na viticultura, Célia entende que não basta produzir vinho de qualidade. É preciso valorizar a experiência do visitante por meio de ações que despertem sua conexão com a história da vinícola e das regiões produtoras.
Célia ressalva que, muito mais do que escolher garrafa em uma prateleira cheia de rótulos, é preciso desenvolver um projeto adequado para receber bem as pessoas e transmitir um pouco da história que aquele vinho carrega.





